Para o meu coração basta o teu peito
Para que sejas livre nas minhas assas
De ouvir-te a minha boca tocará o céu
e que dormindo estava em tua alma.
Tu, trazes a ilusão de cada dia
Chegas como o orvalho nas corolas,
Com tua ausência escavas o horizonte
Eternamente em fuga, irmã das ondas...
Já disse que o teu canto era o vento
como cantam os mastros e os pinheiros,
És como eles alta e taciturna.
E entristeces de pranto, como uma viagem.
Acolhedora como antiga seda,
Abrigas ecos e vozes nostálgicas.
Desperto e alguma vez emigram,
Fogem pássaros dormindo em tua alma.
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