Encontrei uma preta
que está a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisa.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem estrelizado.
Olhei-a de um lado
do outro e de frente
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos
as bases e os sais
as drogas visadas
em casos que tais.
Exprimentei a frio
exprimentei a lume
de todas as vezes
me deu o costume:
Nem sombra de negro
Nem vestigios de ódio.
Água quase tudo e cloreto de sódio.
sábado, 18 de outubro de 2008
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