Minh'alma é a princesa desalento,
como um poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
como soluços trágicos do vento!
É frágil como o sonho dum momento;
soturna como preces de agonia,
vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a princesa desalento...
Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavissimo, que anseia,
põe-se a falar de tanta coisa morta!
O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
e vai traçar, fantástico e gelado,
a sombra de uma cruz á tua porta...
sábado, 18 de outubro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário